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? Eu não escrevi para ti, e foste tu que me leste… Eu não sorri para ti, e foste tu que bebeste o meu sorriso… Não foram para ti as setas verdes (as setas verdes dos meus olhos), e foste tu que as recebeste…
− Porque há-de sempre a gente escrever e sorrir para o outro?... E encontrar e olhar e amar…. quem não é?... ________________ O poema de 1959, em “Voz de Mulher, Rimas e Rosas de Milagre”, obra organizada por Helena Ávila, Margarida Borges, Maduro Dias e outros, com o patrocínio do Instituto Histórico da Ilha Terceira, Angra, em 1977.
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