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| EU EXISTO |
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| Avestruz |
| Terça-Feira, dia 10 de Julho de 2007 |
Quis roubar um pedaço de céu às custas duma tal áurea que nunca cheguei a pousar a vista em cima e deu nisto. Maltrapilho arrastado pelas ruelas da cidade dos Homens, ferida aberta, sem cessar e sem pressa de sarar. Podia ter querido um canto no alto do infinito ao invés deste mergulho esporádico no rasto de uma estrela. Mas não... afinal quis querer tão pouco que de mim tive pena e lancei-me às feras. Custava-me tanto superar os desafios, saltar a vedação e voar para outro lar que optei por virar avestruz e enfiar a cabeça na areia. E disto tudo sobrou isto;
Fases, frases, similares, incapazes. Migalhas de pão de um banquete digno de inventores de Deus, filhos de poesia, guardiões do tempo que virá. E ficou isto. Um pedaço de prosa neoexistencial a navegar sem fio de prumo no mar de areia onde a avestruz esconde o medo. |
| Introduzido às: 22:54 |
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